
Maurício Stycer
Em Guadalajara (México)
Festas de encerramento são, por tradição, eventos desimportantes e chatos. Essa é uma regra sem exceção, que vale tanto para Olimpíadas quanto para Copa do Mundo. Imagine, então, para Jogos Pan-Americanos.
Tirando o público, que compra ou ganha ingresso para ver, e os atletas, que não têm nada melhor para fazer às vésperas de ir embora, há poucas coisas menos divertidas do que essas festas.
Ao transmitir a cerimônia de encerramento do Pan de Guadalajara, a Record se viu diante da chamada missão impossível: como preencher os vazios e a falta de atrações de um evento quase interminável no início da madrugada? Mesmo para os padrões de enrolação e ufanismo dos seus narradores, foi um desafio e tanto.
Quem teve paciência de entrar madrugada adentro foi obrigado a ouvir muitas abobrinhas. Álvaro José aproveitou qualquer deixa de Mauricio Torres para dar “pitacos” históricos e desfiar cultura inútil sobre qualquer assunto, com ou sem relação com a festa. Já Torres desdobrou-se nos exageros, que seu público conhece tão bem.
O narrador elogiou “o belíssimo quinto lugar do México”, viu um “mar verde-amarelo” quando a delegação do Brasil entrou no estádio Omnilife e se emocionou com a cerimônia de entrega de medalhas “ao nosso Solonei Silva”.
Já Álvaro José falou dos Jogos Olímpicos em Saint Louis (EUA), em 1904, viu um “elo entre o presente e o passado” na prova de maratona e falou do estádio Jalisco, onde o Brasil atuou em duas Copas, mas que não sediou nenhum evento neste Pan.
Parabéns para a dupla. (Daniel Marenco/Folhapress)
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Por UOL Esporte às 01h43

Gustavo Franceschini
Em Guadalajara (México)
Em uma luta de boxe, é mais do que comum que os dois lutadores se “abracem”. A tática se chama “clinch” e é usada desde o esporte amador até as principais lutas mundiais da modalidade. No México, o lance virou piada.
No sábado repleto de finais de boxe, a torcida local foi animada como sempre, especialmente com os atletas da casa. Cada “abraço”, no entanto, rendia um sonoro “beija, beija” do público, que fazia o coro em meio às gargalhadas.
“Eu gosto muito de ter torcida. E é engraçado eles gritarem, mas acho que é normal, porque a gente fica muito junto ali no meio né?”, disse Yamaguchi Falcão, um dos que ouviram o “pedido” do público de Guadalajara. (Foto: Flavio Florido/UOL)
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Por UOL Esporte às 01h58